Deputados Fernando Filho, Antonio Coelho e ex-prefeito Miguel Coelho lamentam falecimento do ex-prefeito de Araripina, Dr. Pedro Alves Batista



O deputado federal Fernando Filho e o estadual,  Antonio Coelho, juntamente com o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, manifestam profundo pesar pelo falecimento do médico e ex-prefeito de Araripina, Pedro Alves Batista, mais conhecido como Dr. Pedro, ocorrido nesta sexta-feira (08).


"Dr. Pedro foi uma figura exemplar, tanto como profissional da medicina quanto como líder político, dedicando-se incansavelmente ao bem-estar da população de Araripina. Seu legado na medicina e no serviço público é notável e será lembrado por todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo e trabalhar ao seu lado.

A família Coelho tinha um profundo respeito e admiração pelo Dr. Pedro, reconhecendo sua incansável dedicação ao desenvolvimento da cidade de Araripina. Suas contribuições deixaram marcas indeléveis, servindo de inspiração para futuras gerações comprometidas com o progresso da comunidade.

Nesse momento de imensa tristeza, expressamos nossas sinceras condolências à família enlutada, em especial à esposa Meire Farias Batista e aos cinco filhos, desejando que encontrem conforto e força para enfrentar essa perda. Que as memórias dos momentos compartilhados e do legado deixado por Dr. Pedro possam trazer consolo e paz aos corações daqueles que o amavam. Estamos solidários e disponíveis para oferecer qualquer apoio necessário neste momento difícil”.


Banco Central informa que mais de R$ 7 bilhões podem ser resgatados



O Banco Central informou, nesta sexta-feira (7/7), que mais de R$ 7 bilhões podem ser resgatados por brasileiros em instituições financeiras. A atualização foi feita por meio do Sistema Valores a Receber (SVR), controlado pela própria autarquia. Segundo os dados, coletados até o fim de maio, 36,5 milhões de pessoas físicas estão autorizadas a retirar os valores.


Também foi informado pelo banco que 2,8 milhões de empresas apresentam valores esquecidos que podem ser retirados. De acordo com o BC, R$ 5,7 bilhões estão destinados a pessoas físicas e R$ 1,4 bilhão a pessoas jurídicas.

A maior parte dos cidadãos que possuem dinheiro esquecido, tem direito a resgatar apenas valores inferiores a R$ 10. Segundo o Banco Central, mais de 28 milhões estão nessa situação, o que equivale a 62,84% do total. Confira abaixo, o percentual de beneficiários para todas as faixas:

  • Entre R$ 0 e R$ 10 - 62,84%
  • Entre R$ 10,01 e R$ 100 - 25,16%
  • Entre R$ 100,01 e R$ 1.000 - 10,23%
  • Acima de R$ 1.000,01 - 1,78%
Como faço para resgatar?

Para retirar o valor esquecido, o beneficiário deve acessar o site do sistema, por meio deste link, e clicar no botão “Sistema de Valores a Receber (SVR)”, onde ele será encaminhado para uma aba no qual deve preencher os dados do CPF e data de nascimento, caso seja pessoa física, ou CNPJ e data de abertura do negócio, caso seja pessoa jurídica.

Se as informações estiverem corretas, o beneficiário será informado se ele possui, ou não, alguma quantia de dinheiro esquecido no SVR. Caso haja algum valor a ser retirado, o sistema encaminhará para o portal gov.br, onde deve preencher login e senha.

Após isso, com os dados cadastrados, ele será encaminhado para uma página de acesso pessoal, onde deve clicar na opção ‘Meus Valores a Receber’. Após clicar e aceitar um termo de ciência, será informado o valor a receber, bem como o remetente do dinheiro, entre outras informações. Nesse ponto, é só clicar no botão ‘solicitar por aqui’ e seguir as instruções.


Grupo Mulheres do Brasil propõe ações contra desigualdade de gênero

Juliana Peres / Arquivo pessoal


Professora aponta dificuldade de negras para entrar no mercado formal


Saúde, bem-estar, carreira e empreendedorismo constituem temas que serão debatidos neste sábado (8), a partir das 9h30, durante o Café das Pretas, dentro das ações do Julho das Pretas do Grupo Mulheres do Brasil – Comitê de Igualdade Racial, núcleo Rio de Janeiro. O evento ocorrerá na Faculdade Senac, localizada na Rua Santa Luzia, 735, centro da capital do estado. Os ingressos têm preço popular de R$ 15 e podem ser adquiridos no site. O Grupo Mulheres do Brasil é liderado pela empresária Luiza Helena Trajano. Criado em 2013, tem mais de 115 mil participantes no Brasil e no exterior e atua em parceria com diferentes esferas de poder para fomentar a adoção de políticas afirmativas e eliminar as desigualdades de gênero, raça e condição social.

O Café das Pretas será aberto com debate sobre Saúde e Bem-Estar. As convidadas são Juliana Peres, médica e empresária, sócia fundadora da Ayo Saúde, clinica médico-odontológica formada inteiramente por profissionais pretos. "Na Ayo, acreditamos muito numa medicina e odontologia humanizadas, no tempo de escuta, entendendo que cada paciente carrega consigo uma história”, salientou Juliana Peres. Participarão também Marcelle Sampaio e Micheline Torres, criadoras do Método Autoliderança Plena. Através do canal Quero Vida Plena, Marcelle e Micheline propõem um amplo olhar sobre o autoconhecimento e afirmam que é possível viver a vida de forma plena, integrando mente, emoção, vibração e espiritualidade livre.

Empreender

A especialista em ESG (governança ambiental, social e corporativa) Juliana Kaiser (foto), professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do curso sobre Diversidade da Escola de Negócios da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (IAG PUC-Rio), será a palestrante do painel Carreira e Empreendedorismo. Ela afirma que mulheres negras no Brasil buscam o empreendedorismo por falta de emprego formal. Juliana falará sobre o tema junto com Tais Batista, fundadora da marca Preta Porter Cosméticos, e Shaienne Aguiar, consultora em Narrativa de Marca e Cultura e fundadora.

Em entrevista à Agência Brasil, Juliana explicou que, em geral, mulheres negras, mesmo letradas, ou seja, com curso superior, tentam entrar no mercado de trabalho e, muitas vezes, não são aprovadas no processo seletivo. Segundo o RH (área de recursos humanos) das empresas, faltam a essas mulheres algumas competências. O que ocorre é que, em geral, o RH não explica que competências são essas.

“Como elas não conseguem entrar no mercado de trabalho ou, quando entram, estacionam em posições de analista e não conseguem subir a coordenadoras, gerentes e diretoras, elas acabam por empreender. Estou falando de mulheres que fizeram universidade”, destacou Juliana. Explicou que as mulheres negras que não fizeram curso superior e são mais empobrecidas acabam fazendo o que, no Rio de Janeiro, é chamado de corre. Ou seja, fazem empreendedorismo sem plano de negócios, sem conhecer de finanças. “Muitas das vezes, são empreendedoras informais ou microempreendedoras individuais (MEIs). Mas não fazem isso por desejo. Não sonharam ser empreendedoras”.

A professora da UFRJ e da PUC Rio explicou que essas mulheres não vão ter um investidor anjo para aplicar recursos nos seus negócios, nem vão conseguir empréstimos em bancos. Segundo Juliana, um dos grandes problemas do empreendedorismo negro no Brasil é que os bancos vetam, na grande maioria das vezes, acesso a crédito. Por isso, sinalizou que as mulheres negras no Brasil empreendem por uma força das circunstâncias que se denomina racismo estrutural.

Dicas

Para as mulheres letradas que estão no mercado de trabalho, não conseguem ascender e acabam optando por empreender, Juliana disse que a maior dica é que façam curso de capacitação em instituições que apoiam empreendedores, para que desenvolvam um planejamento estratégico, um plano de negócios, a fim de terem acesso a conhecimento relacionado a finanças, por exemplo, porque esses são os maiores entraves. “Para mulheres letradas, esse é o melhor caminho para que consigam ter negócios que são perenes, sustentáveis, já que são mulheres que acabam empreendendo com recursos próprios. Elas dependem que esse negócio gire rápido, porque não há um capital de giro”.

De outro lado, para mulheres não letradas, que necessitam empreender, que cozinham, costuram ou têm pequenos negócios, Juliana lembrou que existem várias organizações do Terceiro Setor que apoiam,“mesmo que elas não tenham conhecimento técnico, e tenham mais dificuldade com a língua portuguesa, para que consigam minimamente se organizar, fazer estoque, precificar produtos, entre outras coisas.

Estudo feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao segundo trimestre de 2022, mulheres negras empreendedoras são donas de negócios de menor porte e atuam, em sua maioria, sem apoio de funcionários. Apenas 8% dessas empresárias contratam empregados mas, quando se trata de empreendedores negros, o índice sobe para 11%. Já entre mulheres brancas donas de negócio, 17% fazem contratações de funcionários e, entre empresários brancos, o percentual é de 20%.

Fundo Agbara

Juliana Kaizer abordará também o mercado de trabalho, no dia 12 deste mês, às 18h45, durante evento online pelo Julho das Pretas, organizado pelo Fundo Agbara, cujo tema é Mulheres Negras em Marcha por Reparação e Bem Viver. Junto com a psicóloga e pesquisadora Winnie Santos, do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), Juliana indicará como ampliar caminhos, soluções e visibilizar mulheres negras. No debate, os atuais desafios, barreiras e possíveis caminhos de solução e construção de oportunidades para as mulheres negras.